Educação Financeira

01/10/2019

Quando falamos de educação financeira estamos nos referindo basicamente à capacidade que as pessoas têm de administrar seus rendimentos, gastos, decisão de investimento e poupança. Parece simples, mas NÃO É!

De acordo com informações da CNDL (confederação nacional de dirigentes lojistas) e do SPC (serviço de proteção ao crédito), aproximadamente 62,9 milhões de brasileiros, o que corresponde a 41% da população adulta, estão endividados (dados de set/2018). Sim, este é um número alarmante, e porque não dizer, ASSUSTADOR!

Outro dado alarmante, ainda de acordo com o SPC e a CNDL, é que somente 16% dos brasileiros conseguem poupar parte da sua renda. Nas classes mais altas (A e B) esse percentual é de 36%, enquanto nas classes mais baixas (C, D e E) não passa dos 11%.

Boa parte desses brasileiros, mais precisamente 42%, justificam a baixa renda como motivo de não terem poupado, enquanto 11% admitem ter perdido o controle do orçamento com gastos excessivos.

Mas afinal, é possível não ficar endividado e ainda conseguir poupar algum dinheiro no final do mês? Vou revelar agora o segredo que vai mudar a sua vida. A fórmula secreta dos poupadores. A resposta definitiva para essa questão.

SIM! É possível acabar com as dívidas e ainda conseguir poupar algum valor, por menor que seja. E o melhor (ou pior) é que você provavelmente já sabe como. Então vamos lá... a fórmula é a seguinte: "GASTE MENOS DO QUE VOCÊ GANHA".

Calma, calma! Antes de abandonar a leitura após essa afirmação tão óbvia, saiba que resolver seus problemas financeiros é realmente tão simples quanto isso. Mas ATENÇÃO, eu disse que é SIMPLES, não disse que é FÁCIL!

Gastar menos do que ganha, apesar de óbvio, é uma tarefa complexa para boa parte das pessoas, pois demanda fazer escolhas, planejar e principalmente ter disciplina e força de vontade. Nesta jornada, seu principal inimigo não será o seu salário ou seu rendimento, mas sim, sua cabeça, seus hábitos, melhor dizendo, seus maus hábitos com o dinheiro.

A verdade é que na maioria dos casos (eu disse maioria) os endividados não estão nessa condição por causa de seus salários ou rendimentos, e sim por não saberem administrar seus recursos. Muitas vezes, pensam que se ganhassem um pouco mais sua situação financeira estaria resolvida, porém, na maioria das vezes não é isso o que acontece.

Uma pessoa com maus hábitos financeiros tende a gastar mais do que ganha. Aliás, quanto mais ela ganhar, provavelmente mais endividada ficará, pois trocará suas dívidas atuais por dívidas ainda mais caras. Assumirá financiamentos de carros mais caros, fará viagens mais custosas, comprará roupas em lojas de grife e assim por diante.

Se essa pessoa ganhar dois mil reais por mês, vai gastar dois mil e quinhentos reais. Se ganhar quatro mil reais, vai gastar cinco mil reais. Imagine então se essa pessoa passar a ganhar vinte mil reais por mês? Quanto mais ela ganhar, mais tenderá a gastar, sempre de forma desproporcional a sua renda, principalmente por se permitir viver em um padrão acima daquele que realmente está de acordo com suas possibilidades.

Isto é uma questão de educação financeira, ou melhor, falta dela.

Educação financeira deveria ser ensinada nas escolas, mas infelizmente, em nosso país não temos essa cultura. Esse também não é um tema normalmente abordado em nossas casas no dia a dia. Não é algo que passamos "de pai para filho". Para piorar, os meios de comunicação e as redes sociais nos impõe padrões de consumo cada vez mais elevados. A roupa da moda, o carro do momento, o melhor tênis, a viagem mais badalada, o novo corte de cabelo. Isso tudo são armadilhas que nos levam a buscar padrões acima das nossas possibilidades, iniciando assim um ciclo de dificuldade financeira e endividamento.

Soma-se a isso, a relativa facilidade de obtenção de crédito, seja através do credito direto ao consumidor, cartões de crédito, carnês de lojas e etc. O crédito fácil, aliado as opções de parcelamento em prazos cada vez maiores faz diminuir a sensação do gasto no momento da compra, o que estimula a comprar ainda mais. O problema é que os gastos vão se acumulando e após alguns meses a dívida já está consumindo grande parte da renda das pessoas. Sem perceber, em algum tempo a renda mal dá para pagar as dívidas já contraídas, e sobra pouco, ou quase nada, para as obrigações do dia a dia. Isso gera a necessidade de tomar novos empréstimos, novos parcelamentos, e daí por diante. Está formado o ciclo do apocalipse financeiro!

Organizar a vida financeira, como já disse, não é difícil, mas dá trabalho.

Seguem abaixo algumas dicas simples para ajuda-lo nessa tarefa:

  • Avalie se seu padrão de consumo está alinhado com suas possibilidades. Para tanto, você pode recorrer a ajuda de planilhas ou aplicativos de controle financeiro pessoal.
  • Evite antecipar recompensas, ou seja, só compre aquilo que você realmente tem dinheiro para comprar (se você quer comprar algo que não tem dinheiro hoje, junte o dinheiro e compre somente quando puder).
  • Descubra o prazer de poupar. Estabeleça objetivos de poupança e troque gastos por investimentos. Ao invés daquela pizza com os amigos, pegue o valor que você gastaria e transfira para sua conta investimento. Deixe os juros trabalharem a seu favor. Mais importante que poupar, é poupar SEMPRE. Não importa quanto, apenas comece!
  • Lembre-se: o sacrifício vem sempre antes da recompensa. Isso o manterá motivado a poupar e administrar melhor suas finanças para realizar suas necessidades e consumo.
  • Leia livros e matérias sobre educação financeira, investimentos e afins. Este blog tem o objetivo de te inspirar e ajudar a mantê-lo firme nesse propósito. Não deixe de acompanhar nossas publicações.

Bem amigo, as dicas estão aí! Espero sinceramente que você fique tocado coma leitura acima e comece já a mudar a forma como trata suas finanças. Só depende de você, e se você realmente quer, você realmente pode.

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Nos vemos nos próximos posts.

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